quinta-feira, 23 de junho de 2022
Artigo - Que tal um casamento consigo mesma para recomeçar uma nova história?
O projeto Montagem Teatral Rabo de Tatu contou com a participação de Emanuele Mattiello que esteve acompanhando o projeto, acessorando e também produziu um artigo sobre o espetáculo.
Confere o material no link:
https://drive.google.com/drive/folders/1uXqAmXs5EQEk4Mk69564_8tUgsbqi4_F?usp=sharing
Segue também o arquivo em texto abaixo:
Que tal um casamento consigo mesma para recomeçar uma nova história? O convite poético e corajoso através do teatro de objetos denuncia as violências contra as mulheres na peça Rabo de Tatú, solo da atriz Suzi Daiane (Cia Laço de Arte) que acaba de estrear em Santa Catarina
A peça Rabo de Tatu (Cia Laço de Arte-SC), criada com a linguagem do teatro de objetos, estreou na cidade catarinense de Canelinha (em junho de 2022),
com a atriz Suzi Daiane, direção de Sandra Vargas (Cia Sobrevento-SP) e assistência de direção de Jô Fornari (Cia Andante-SC). O trabalho se destaca pelas imagens poéticas que constrói com delicadeza e firmeza ao trazer à tona duras histórias reais sobre violências contra mulheres. Um trabalho que atravessa cada pessoa do público e convida para refletir e compor outro modelo de sociedade. Aqui, neste ensaio, trago algumas das muitas imagens da peça que me fizeram mergulhar em outro mundo possível, mesmo diante do horror das memórias presentes.
Num fio muito delicado a narrativa revela memórias da própria atriz, e resgata sua ancestralidade ao contar um pouco da história de sua mãe e de sua avó. E. assim, revela um pouco dessas mulheres incríveis: seus sonhos, seus feitos, seus cotidianos, suas lutas, entremeadas pelos inúmeros desafios que elas enfrentaram, e enfrentam, sobretudo devido a sérias situações de assédio, estupro, machismo, homofobia, e outras violências. Mesmo com um assunto tão duro, e urgente, a peça consegue ser sutil e forte ao mesmo tempo. Marcada pelo posicionamento corajoso e humilde da atriz Suzi Daiane e pela maestria da equipe em fazer ressurgir esperança através das imagens poéticas e políticas em cena. Uma alegoria de um grito de “basta!” e um caminho poético de transmutação da sociedade que vivemos.
Rabo de Tatu é uma das peças que me marcaram profundamente e posso apostar que certamente fará muita história por onde passar. Tanto pelos assuntos urgentes que traz, enquanto denúncia, informação e alerta, necessários numa sociedade tão violenta. Quanto pela delicadeza e perspicácia das escolhas de composição cênica que nos transportam para outro tempo- espaço. Aos poucos, num ritmo próprio, parece que a peça nos faz crianças e nos coloca no colo de mãe e de avó, onde estamos seguras para nos olhar, nos perceber, nos respeitar, e assim brincar, sorrir, chorar, sentir, respirar fundo, e de mãos dadas, seguir juntas. E aqui, neste colo, sinto nas bochechas o calor do leite quente, o gosto das nossas memórias vividas, e me atravesso pelo olhar brilhante de todas essas mulheres que se apresentam nesta trama e me grudam nela, como pessoa do público e como testemunha ativa de uma outra história por vir. Essa é a sensação a cada minuto da peça. A cada respiração, num tempo calmo e cheio de pensamentos, a dramaturgia vai traçando estratagemas que abrem um espaço para que as histórias nos atravessem e nos permitam transformar também em nós aquelas situações. De certa maneira a peça inaugura uma outra etapa da própria vida da atriz Suzi Daiane, e das memórias que ela transmuta ali, e com ela cada uma das pessoas que participa daquele momento (como público). Uma outra casa se constrói como sabiamente disse a atriz Emeli Barossi: “trazendo essa história tu abres esse espaço na gente (...) para que a gente tenha coragem de liberar essa história, transmutar (...) tirando de dentro da tua casa é que [vai fazer] com que algumas mulheres consigam [sair das suas casas]”. Um posicionamento firme, corajoso, generoso da montagem, que reforça o poder da arte em plantar uma sementinha poética e nos permitir a pensar, sonhar e, assim, aos poucos, construir outro mundo. Com mais respeito.
A peça foi estruturada de maneira a convocar o público a participar da história que está acontecendo em cena de uma maneira sagaz e sutil. Pois, ao que me parece, o público é colocado como testemunha ativa diante daquelas denúncias, e ali, é convidado a transformar o seu próprio cotidiano - dentro dos limiares que pode a arte desenhar. E o convite parte de um encontro inusitado aparece numa das imagens mais contraditórias e marcantes da peça: a personagem entra em cena com um vestido de noiva rasgado e se depara com um caixão. E ali ela revolve a própria terra entre as memórias de sua mãe, de sua avó, as suas próprias lembranças, e, de certa forma, as histórias de todas nós.
A atriz desde o início tinha apenas duas certezas sobre o caminho poético escolhido para a narrativa: que ela estaria vestida de noiva, e que estaria diante de um caixão. Pois, enterros e casamentos são momentos importantes de sua família. E neste encontro paradoxal Suzi mostra também a maturidade de sua atuação e a perspicácia como dramaturga. Em cena, sobre o caixão, ela narra diversos fatos cômicos, e outros violentos - como os assédios, estupros, homofobia e outros preconceitos pelos quais passou. E ali, através de objetos, falas, sonhos, canções, Suzi enterra as próprias memórias, convoca o público para um casamento com si próprio, e cria espaço para a imaginação de um novo mundo. “Eu morri tantas vezes que eu acreditei que precisava morrer”, conta a personagem numa das falas mais arrepiantes que carregam ecos de muitas das nossas próprias histórias. Na peça morremos com Suzi e renascemos juntas.
Diante do caixão, vestida com o véu branco de noiva, entre os brilhantes que caem da renda rasgada, calçando sapatos de “machorra”, Suzi com muita coragem permite se acidentar, morrer, e propõe um casamento consigo mesma. Em cima do caixão ela busca leite, canta, chora, ri, se casa, joga arroz, ensaca os noivos, toca acordeom, come bolo de aniversário, bebe cachaça, e assim, enterrando e desmontando padrões e memórias a personagem faz renascer outros possíveis caminhos, formas de amar. Suzi remonta a própria história e abre espaço para o público a fazer o mesmo.
O branco quente do leite contrasta com o branco frio do vestido de noiva rasgado da personagem. E o caixão, cinza, no centro do palco, faz ampliar as camadas da narrativa. A noiva chega, rasgada, para um enterro. O enterro da avó, da mãe, de muitas mulheres, o seu próprio enterro. Os brilhantes do vestindo vão caindo e se misturam as memórias que a personagem vai enterrando. Do caixão saem imagens-objetos, ou objetos-imagens, que vão nos fazendo imaginar tanto as memórias que enterramos, quanto as memórias novas que queremos criar na história, daqui para frente.
Desde que assisti tenho certeza que uma parte de mim ficou colada na peça, e igualmente um pedaço da cena veio grudado no meu corpo. Essa sensação se deu logo na primeira cena, quando Suzi conta um trecho da história da sua avó e fala sobre a busca do leite, todo dia, que ela fazia a pé, um ir e voltar. Esperança, fome, necessidade, uma mulher mãe, luta. Esta imagem ressurge várias vezes no meu dia a dia. Quem era aquela mulher? Como vivia? Gostaria de a ter conhecido, e ali, em cena, Suzi nos apresenta. A avó foi uma pessoa muito simples, batalhadora, humilde. Todo dia ela caminhava a pé três horas todos os dias, para buscar o leite das crianças. Ia e voltava. Ao fim do dia, ela levava a leiteira vazia novamente para o ônibus. Ia, e voltava para casa enquanto o ônibus viajava até outra cidade buscar o leite. No outro dia de manhã, a avó voltava a pé para buscar a leiteira cheia, a única que a família tia e que garantia o leite de todas 11 crianças. Um ir e voltar. Todo dia. “Um pão por dia” dizia a avó. A imagem, construída com objetos, de maneira singela me fez grudar na peça logo de cara. A partir daquela cena me sinto presa àquele acontecimento. Não tem mais volta. Dali para frente cada minuto é uma descoberta e uma vivência em conjunto entre Suzi, suas memórias, suas ancestrais, os objetos que imaginam e o público, que na montagem, se torna testemunha ativa, portanto parte do acontecimento.
É muito impressionante como a peça faz acontecer e se acidentar tantos sonhos e memórias duras, de uma maneira que por vezes a composição cênica consegue ser firme, posicionada, delicada e forte. As cenas se intercalam entre respiros leves e, outras vezes, arrancam o fôlego como um soco no estômago. Acompanhando um pouco do processo de montagem percebo que as mulheres da equipe conseguiram trazer muita delicadeza e perspicácia ao contar esta dura história. Não era uma tarefa fácil. Os desafios eram muitos, desde a animação de objetos – novidades para a atriz, até a construção da dramaturgia a partir de histórias reais. Tudo atravessado por um desafio contemporâneo: a pandemia do coronavírus, e tudo que veio a partir dela: isolamento, medos, crises - sanitária, econômica, social – etc.
Suzi Daiane entra em cena com o olhar brilhante, carregado de histórias duras, de desafios, de sonhos, um olhar terno, firme, forte que atravessa o palco puxando a esperança como quem busca o leite de cada dia. É notória ali, já de entrada, a calma e a técnica da atriz, que é também palhaça, contadora de histórias, e que trabalha com diferentes formas animadas em cena. Igualmente, em todo projeto de criação, montagem e estreia da peça, aparecem coladas no corpo da atriz em cena, as memórias de uma mãe, mulher, lésbica, artista, que também é produtora, intérprete de Libras e audiodescrição. Todas estas vivências estão unidas não apenas ao corpo da atriz em cena, mas também às narrativas que a peça traz, seja mais abertamente ou mais subjetivamente. Uma dramaturgia riquíssima, muito bem articulada que soube equilibrar as emoções, escolher as principais histórias, e ser generosa com o jogo de objetos. O texto mistura biografia com ficção e é assinado por Suzi Daiane e Sandra Vargas - esta que também sabiamente dirige o trabalho. Para a pesquisa da dramaturgia foram coletados depoimentos da mãe e tias de Suzi, além de improvisações com objetos coordenadas por Jô Fornari e por Sandra Vargas, e resgate de memórias da atriz. Um trabalho árduo de limar histórias e que soube muito bem selecionar e entrelaçar o material, de maneira que o texto pudesse ser potencializado em cena, com os objetos e com a atuação. Um material precioso que merece uma publicação em livro.
No bate papo após o espetáculo, na estreia, quase todas as pessoas presentes do público quiserem ficar para conversar e pediram a palavra. Entre elas chamou a atenção Adriana Niétzkar, que relatou como a peça “consegue explicar nessas cenas o que é ser mulher em diferentes espaços”. E fez isso respeitando as diferentes formas de “ser mulher”. O depoimento faz lembrar como o trabalho é urgente e importante também para a educação cultural de nosso país. Em pleno 2022 o Brasil ainda está entre os países onde mais se mata e se violenta mulheres e a população LGBTQIA+. Pelo levantamento feito pelo Observatório da Violência contra a Mulher, da ALESC – Assembleia Legislativa de Santa Catarina, (https://ovm.alesc.sc.gov.br/) só em Santa Catarina mais de 19.702 mulheres pediram proteção em 2021 por casos de violência contra mulheres. Este número mais que dobra se contarmos as subnotificações e as pesquisas da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, divulgadas pelo Observatório da ALESC, que revelam que 41,9% das mulheres ainda não denunciam. Não é por acaso que a igualdade de gênero está em quinto entre 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), na Agenda 2030, da ONU. O trabalho é um convite, pela arte, para repensarmos nossas maneiras de comportamento e sustentabilidade, e se mostra como um convite corajoso de ser quem se é. Por onde a peça se apresentar ela certamente permitirá importantes diálogos entre o público, disseminará informações, e se mostra como um espaço para escuta e acolhimento através da poesia.
A atriz e palhaça Rafaela Catarina Kinas, atual presidenta da Federação Catarinense de Teatro, foi a mediadora da conversa, e reiterou a importância desse trabalho na sociedade. Catarina destacou como cada um foi sendo convocado a lembrar das suas próprias histórias e, sobretudo, como tem muita coisa não dita na peça que aparece de uma forma poética e muito forte. Estes relatos mostram como a peça consegue em poucos minutos abrir diversas narrativas e permite que o público se encontre nelas, seja por meio dos objetos que se transformam, pela dramaturgia, pelo figurino, pelo calor das velas, pelo frescor do bolo de criança com toda sua ingenuidade e força.
A linguagem de teatro de objetos, escolhida para a peça, contribuiu para que o trabalho pudesse abordar temas tão densos sem perder o respiro. O caixão, o vestido da noiva rasgado perdendo brilhantes, o sapato de “machorra”, e o rabo de tatu na mão, se transformam em objetos cortantes que hora trazem o sorriso, hora denunciam o horror, hora marcam as lágrimas, e se transformam a cada passo da cena.
Os objetos, ao serem manipulados e animados em cena, permitem se tornam disparadores da imaginação. Eles têm potência para, mesmo diante de situações de violência, trazer um respiro, uma poesia que permitisse abrir espaço o diálogo, reflexão e tomada de posição. Os desafios que a linguagem dos objetos traz consigo são muitos. Como fazer o objeto ter vida? Como o objeto pode potencializar a narrativa? A linguagem necessita que a montagem consiga refuncionalizar aqueles objetos para que possam contar e transformar as memórias da Suzi. O que vimos acontecer, por exemplo, magistralmente com: o rabo de tatu (e aqui não vou dar mais spoiler), o caixão, o vestido de noiva, a leiteira, o lenço vermelho, entre outros. Certamente, com o desenrolar das apresentações e das experiências vivas desses projetos em cena, cada vez mais eles vão se refuncionalizando e criando outras camadas na narrativa. Destaco aqui, por fim, uma das cenas mais impressionantes da peça, e que trago comigo, colada na pele (junto com a cena da leiteira): a cena da panela de pressão. Precisamente nesta cena aparece a técnica magistral dos objetos e da equipe de montagem da peça. Na cena, onde a personagem relata ter presenciado, quando criança, a violência do pai contra a mãe, na mesa de jantar, a panela de pressão deixa de ter apenas a função de panela de pressão, e consegue se vincular de maneira a tal ao exercício de imaginação, que conseguimos enxergar milhares de coisas a partir da mise en scène que a atriz faz com a panela. , num tempo-espaço mais lento é possível imaginar o feijão sendo jogado e escorregando por toda parede, o horror da violência, a força visceral da criança ao defender sua mãe, e, ao mesmo tempo, toda a força da atriz, na sua autobiografia em cena, remexendo e enterrando sua história, dizendo (sem dizer) “basta!”. Esta é uma das cenas em que mais a peça conseguiu o objeto se vincular a outras camadas de narrativas, possíveis apenas na arte, e delas permitir que o público fluísse não só pela imaginação, mas pela possibilidade de tomar uma posição diferente, diante do horror do mundo, daqui em diante. Tudo a partir de uma panela e uma baita montagem cênica!
Quem assiste jamais diria que o trabalho passou por tantos desafios para ser criado, já que foi montado e estreado (junho de 2022) com o Brasil ainda em situação de pandemia por conta do coronavírus e num contexto de retomada de atividades culturais. O projeto foi contemplado com o Prêmio Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura (edição 2020). Um importante reconhecimento estadual de Santa Catarina, organizado pela Fundação Catarinense de Cultura com recursos do Estado de Santa Catarina, que mostra a força da produção cênica catarinense e feminina, já que a ficha técnica toda é apenas de mulheres.
Por conta do isolamento, e de outro problema de saúde da equipe, foi necessário adaptar os formatos de montagem. Suzi e a assistente de direção Jô Fornari, que moravam próximas, passaram a fazer improvisações guiadas pela assistente de direção. Jô conta que além do objetivo de fazer os objetos resgatarem as memórias de Suzi, com muito respeito e escuta pelo tempo da atriz diante da sua autobiografia, era necessário também fazer com que os objetos deslocassem a atriz para outras possibilidades cênicas. Para isso a assistente provocou Suzi a compor cenas a partir de diferentes espaços da sua própria casa, já que estavam isoladas sem poder ter acesso a um espaço cênico ou uma sala maior. Assim, as cenas foram surgindo e, através de gravações, foram enviadas para a diretora Sandra Vargas em São Paulo, que dava indicações. Depois, num período que a pandemia permitiu encontros, Suzi e Jô puderam se deslocar para São Paulo e lá, em pouco tempo 15 dias conseguiram fazer o arremate final do trabalho. A direção e o entrelaçamento na dramaturgia feito por Sandra, em tão pouco tempo e de forma tão magistral, só mostra a qualidade dessa diretora tão importante para o teatro brasileiro, sobretudo as formas aninadas, nas quais o grupo Sobrevento se destaca.
Detalhe da peça Rabo de Tatú (Laço Cia de Arte-SC). Foto EWM.
Ficha Técnica da peça teatral Rabo de Tatú:
Atuação: Suzi Daiane (Laço Cia de Arte-SC)
Direção: Sandra Vargas (Grupo Sobrevento-SP)
Assistente de Direção: Jô Fornari (Cia Andante-SC)
Dramaturgia: Suzi Daiane e Sandra Vargas
Produção Musical: Tetê Purezempla
Cenografia e Figurino: Jô Fornari
Produção: Bina Aparecida
Intérprete de Libras: Clery Dreher
Consultoria artística: Emanuele Weber Mattiello
Arte Gráfica: Maria Luiza Fonseca e Suzi Daiane
Grupo: Laço Cia de Arte
Classificação: 16 anos.
Para a montagem: o projeto foi selecionado pelo Prêmio Elisabete Anderle de Apoio à Cultura - Edição 2020, executado com recursos do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense da Cultura.
Confira esta peça e outros trabalhos da Laço Cia de Arte em:
Instagram: https://www.instagram.com/lacociadearte/
Facebook: https://www.facebook.com/lacociadearte
Blog: https://rabo-de-tatu.blogspot.com/
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FONTES:
DAIANE, Suzi & LAÇO CIA DE ARTE. Estreia da peça Rabo de Tatú e bate papo após a peça. Canelinha-SC: por meio do Prêmio Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura (edição 2020) – FCC – SC, junho de 2022. (Depoimentos coletados pela autora durante o debate).
LAÇO CIA DE ARTE. Debate - Processo de Construção Espetáculo Teatro de Objetos. Live com a equipe de criação da peça Rabo de Tatú na plataforma YouTube: canal Laço Cia de Arte. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=4B8K6NRl5ew&t=12s
OBSERVATÓRIO DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER. Florianópolis-SC: ALESC – Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Disponível em: https://ovm.alesc.sc.gov.br/
ONU, Organização das Nações Unidas. Os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável - Agenda 2030 da ONU. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs
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