Memória Engraçada


TIA DETE

Tenho duas histórias pra te contar. Daí você escolhe qual você quer.
Um pouco antes de eu casar, a gente... minha mãe era uma pessoa muito medrosa de medo de cachorro, nossa ... e acho que porque ela tinha tanto medo que quando ela saía na rua, qualquer cachorrinho avançava nela. E uma vez, tinha um desfile de carnaval, foi um pouco antes de eu casar, um desfile de carnaval, e tinha aquele desfile na rua à noite e lá em Lages era uma coisa marcante. As ruas lotavam pra ver o desfile de carnaval. E aí eu e ela fomos assistir ao desfile de carnaval no centro da cidade. Fomos de ônibus e quando a gente voltou pra casa, nós tava quase chegando em casa, tinha um pátio cercado, na época acho que era da CELESC, tinha assim, coisas, rolos de fio, coisarada, um pátio que guardava um material lá, bem próximo da nossa casa, e tinha um guarda que ficava lá e tinha um cachorro nesse pátio sempre. A gente vinha passando muito perto da cerca de tela de arame, sei lá. E quando a gente passou muito perto, o cachorro pulou na cerca assim e latiu. E a mãe de tanto medo que tinha e ela tava com a bichiga cheia e ela se mijou toda. Isso era bem pertinho de casa, mas como era de noite, tudo bem. E quando a gente chegou em casa tinha visita. Então a mãe queria entrar dentro de casa e ela tava toda mijada. E ela ficava gritando: apaga a luz que eu quero entrar. Isso era uma das histórias de cachorro. Porque... ela era assim.. uma vez os cachorrinhos pularam nela na rua e ela não dava conta de se livrar dos cachorrinho, diz que ela sentou no chão, tirou as chinela e ficava dando chinelada nos cachorrinho. Então ela era muito perseguida pelos cachorros.

Mas a história mais engraçada aconteceu logo depois que eu casei. Como eu morava em Lages e a mãe em Otacílio Costa e isso dava uns 50km de distância. E de vez em quando ela ia pra Lages. Mas sabe que toda vida a mãe tinha uma bolsinha, não sei se é do teu conhecimento. Mas ela tinha uma bolsinha que ela carregava assim no braço, uma bolsinha pequena, e ela apanhava a bolsinha no braço e ela ficava segurando na ponta da bolsinha, meus deus ela tinha um cuidado com aquela bolsa. Tanto que uma vez o pai tombou a kombi, Uma kombi quando a Kéia tava grávida. Eles tinham ido pra Lages e tombaram a kombi . A Kombi quer dizer, ela foi subiu um morrinho, dai ela tombou caiu o pneu fora e ela tombou de lado num barranco pra baixo. E eles tiveram que sair tudo pela parte traseilra da kombi. E quando eles saíram lá fora, a mãe não tinha perdido a bolsinha dela. Saiu grudada com a bolsinha. Então ela não soltava dessa bolsa. Isso era uma marca dela já. Todo mundo sabia. Ela andava grudava.

E uma vez eu já era recém casada e ela foi pra Lages. Eu saí do trabalho e fui na lotérica. Lá no Coral, e quando eu cheguei que eu tava indo lá perto da Lotérica, eu olhei pro outro lado da avenida e enxerguei a mãe andando do outro lado da rua segurando a bolsinha. Era uma bolsinha branca e eu atravessei a avenida correndo e fui correndo atrás dela. Fui chegando bem pertinho assim eu puxei a bolsa dela pra dar um susto nela. Pensa que EU saí assustada. Ela deu uma virada e virou com aquela bolsa e pá na minha cabeça e : sai seu desgraçado. Achando que eu era um bandido que tava tentando roubar a bolsa dela. Levei-lhe uma bolsada na cabeça, depois nós ria de se matar. Mas na hora, nossa, foi aquela bagunça. Pensa isso no centro do coral, ela me cobriu de nome e me largo-lhe com a bolsa na cabeça. Então isso eu nunca esqueci. Que ela era grudadinha na bolsa. E eu ainda levei a bolsada na cabeça.

TIA NIDA

Achava engraçado que ela tinha muito medo de cachorro. Uma vez ela tava chegando em casa os cachorros começaram a ir atrás dela e ela começou a se mijar de tanto medo. “Eu ria que me matava, né? Mas não na frente dela”.

TIA NEGA

Hoje em dia a gente dá risada. Mas era um pouco constrangedor na época. Ela via um cachorro, podia tá dormindo. Que ele sentia o cheiro dela. E sempre pulavam nela.

Ela uma vez vinha da igreja, e eu na frente da casa de uma amiga.

Eu vi e falei: aquele cachorro lá vai pular na mãe. E o pai da minha amiga: não, ele tá dormindo.

E dito e feito, a mãe passou e o cachorro veio de atrás. E ela saiu correndo e começou a rir e se mijar toda e passou na frente da casa da minha amiga e ia deixando um carreirinho de xixi. E ficou com vergonha e eu também e fui pra casa.

Eu acho que foi tudo tão rápido que o pai da minha amiga nem viu. Mas daí nós fomos pra casa e rimos bastante e foi bem divertido.

TIA KEIA

Eu lembro da mãe que a gente saía com ela. Ela sempre carregava um ferro. E os cachorros pulava nela. E ela fazia xixi nas calças. E nós começava tudo a rir porque ela fazia xixi nas calças. E outra história também, foi um dia que ela foi no médico e o pai foi buscar ela. E ela já vinha vindo , só que o pai tava no escuro e viu que ela era. E ela viu aquele homem com o cigarro na boca e ela começou a correr do lado de outra rua. E o pai foi ao encontro dela. E ela começou a gritar. E ela dizia pra ele ir atrás da mulher dele. E nessas alturas ela já tava toda xixizada do apavoramento. Ela já tinha feito xixi nas calças. E quando chegaram em casa, e ela viu que era o pai, os dois riam muito.

 


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